A guerra é antiga, a batalha continua sem fim à vista.bem, do Lat. bene
s. m., tudo o que é bom, justo, agradável e conforme à moral;
mal, do Lat. malu
s. m., aquilo que prejudica ou se opõe ao bem;
As definições parecem claras, mas são bastante subjectivas. Define-se então o “bem” como algo conforme à moral.
moral, do Lat. morale
s. f., conjunto de costumes e opiniões que um indivíduo ou um grupo de indivíduos possuem relativamente ao comportamento;
conjunto de regras de comportamento consideradas como universalmente válidas;
parte da filosofia que trata dos costumes e dos deveres do homem para com o seu semelhante e para consigo;
ética;
teoria ou tratado sobre o bem e o mal;
Sabemos então que as opiniões, os costumes e tradições dos varios povos são diferentes.
Pode-se então concluir que cada pessoa têm a sua prespectiva de “bem” e de “mal”, esses conceitos são normalmente absorvidos da sociedade através do processo de educação, cada indivíduo recebe esse conjunto de conceitos sobre o bem e o mal e adopta-os, alguns mantêm-nos inalterados, outros, e através das experiências vividas, vão reconstruindo a sua própria concepção de bem e mal.
A sociedade impõe-nos assim a sua própria moral, os que a aceitam vivem em harmonia com a mesma, a minoria que nega essa moral e rompe com a sociedade acaba por ser marginalizada. À medida que essa minoria cresce, o equilibrio de forças muda e os proscritos entram em confronto com a sociedade. Dá-se então uma crise de valores, uma guerra entre o “bem” defendido por uns contra o outro “bem” defendido pelos outros.
O “bem” e o “mal” passam a ser relativos, de ambos os lados das trincheiras se combate em nome do bem maior, cada facção advoga que a sua causa é a correcta, que está a combater o mal que assola a sociedade.
Este confronto quando transferido para um plano belicista apenas serve de capota para uma outra guerra, a guerra territorial e económica, a luta pelo poder.
A maioria das guerras religiosas travaram-se com o argumento do combate aos infiéis, ambos os lados defendem que a antítese é a errada, que têm “deus” e a moral do seu lado, que o inimigo é apoiado pelas forças das “trevas”.
Todos esses argumentos não são mais do que desculpas para o verdadeiro motivo, a sede de poder do Homem.
As Cruzadas, a Jihad, são apenas alguns exemplos.
Assim sendo, não existe verdadeiramente uma guerra do “Bem” contra o “Mal”, pode-se falar sim numa guerra do Homem contra o Homem.
1 comentário:
Bem vs Mal, outro assunto muito interessante. À parte das minhas opiniões (evolutivas) sobre moral (ver o meu comentário no post anterior), existem visões muito interessantes sobre o assunto em sitios pouco habituais. Gosto muito da visão do Spawn (banda desenhada). Neste universo criado por Todd MacFarlane, o Céu e o Inferno são bem reais, mas em vez de representarem a guerra do Bem contra o Mal, representam uma guerra fria, em que nenhum dos lados está preocupado com os mortais, mas simplesmente com a Vitória. Por vezes chega a ser dificil distinguir os Anjos dos Demónios. O cinismo é tão grande, que as almas não são escolhidas pelas suas acções, mas antes pelo seu potencial estratégico para o Céu ou Inferno. É neste cenário que surge Al Simmons, um ex-agente da CIA que vendeu a sua alma ao Diabo (não a Lucifer, mas outro tipo), em troca da oportunidade de vingar a sua morte. Mal sabia ele que o contrato incluía uma cláusula de se tornar o lider do exército das trevas ("HellSpawn"). Perseguido por Anjos, Demónios e tudo o resto pelo meio, Al Simmons procura a sua Redenção. Além disso, Todd MacFarlane consegue ainda arranjar tempo para explorar outros tipos de "Males" (provavelmente os maiores males da humanidade...) que atormentam esse (e o nosso) universo: pobreza, corrupção, abuso de menores.
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